Quando se fala em perdas no armazenamento de etanol, a maioria das usinas pensa imediatamente em vazamentos, falhas operacionais ou problemas de movimentação de produto. No entanto, existe uma fonte de perda muito mais silenciosa e difícil de perceber: a evaporação.
Todos os dias, pequenas quantidades de etanol podem ser perdidas para a atmosfera em função das variações de temperatura, movimentação do produto e características do sistema de armazenamento. Individualmente, essas perdas parecem insignificantes. Mas, ao longo dos meses e anos de operação, podem representar volumes expressivos e impactar diretamente a rentabilidade da planta.
A perda que não aparece nos relatórios
Diferentemente de um vazamento visível, as perdas evaporativas acontecem de forma contínua e praticamente imperceptível. Durante o dia, o aumento da temperatura provoca a expansão dos vapores presentes no espaço livre do tanque. Já durante operações de enchimento e expedição, ocorre a movimentação desses vapores para fora do sistema.
O resultado é a perda gradual de produto que, muitas vezes, não é facilmente identificada nos controles operacionais de rotina. Em operações com grandes volumes armazenados, essa parcela pode representar um custo significativo ao longo do tempo.
Por que o etanol é especialmente suscetível a perdas evaporativas?
O etanol possui características que favorecem sua volatilização quando armazenado em tanques atmosféricos.
Entre os principais fatores que influenciam esse processo estão:
- Temperatura ambiente elevada;
- Oscilações térmicas ao longo do dia;
- Grande volume de produto armazenado;
- Frequência de enchimento e expedição;
- Espaço vapor existente acima da superfície do líquido.
Quanto maiores forem essas condições, maior tende a ser o potencial de perdas evaporativas.
O impacto financeiro pode ser maior do que parece
Muitas vezes, a evaporação é tratada apenas como uma característica natural do armazenamento. Porém, do ponto de vista econômico, cada litro evaporado representa produto que deixou de ser comercializado.
Por isso, empresas que buscam aumentar a eficiência operacional têm direcionado atenção crescente para tecnologias capazes de reduzir essas perdas e melhorar o aproveitamento do produto armazenado. Mais do que uma questão operacional, trata-se de preservar receita e aumentar a rentabilidade dos ativos de armazenamento.
Como reduzir perdas evaporativas?
Existem diferentes estratégias para minimizar a evaporação em tanques de etanol, sendo uma das mais eficientes a redução do espaço vapor entre o líquido armazenado e o teto do tanque. Soluções como o Selo Flutuante Interno atuam diretamente nesse mecanismo, reduzindo a volatilização do produto e contribuindo para um armazenamento mais eficiente.
Além da preservação do etanol, a redução das perdas pode gerar ganhos econômicos expressivos ao longo da vida útil da instalação.
Transformando perdas invisíveis em oportunidades de economia
A primeira etapa para reduzir perdas evaporativas é entender sua magnitude.
Por meio de estudos técnicos específicos, é possível estimar o volume potencialmente perdido, avaliar o impacto financeiro associado e identificar oportunidades de melhoria para cada operação.
Em muitos casos, os resultados surpreendem: aquilo que parecia uma perda inevitável pode representar uma importante oportunidade de economia.