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Segurança de tanques: entenda o papel das VAPVs e dos respiros de emergência.

Quando se trata do armazenamento de líquidos inflamáveis ou voláteis, o desempenho estrutural do tanque depende diretamente do controle adequado da pressão interna. Mais do que atender ao projeto, é indispensável especificar dispositivos capazes de responder com precisão às variações operacionais e às situações de risco. Nesse contexto, as válvulas de alívio de pressão e vácuo (VAPVs) e os respiros de emergência deixam de ser acessórios e passam a ser elementos centrais da estratégia de segurança industrial.

Projetistas, EPCistas e equipes de engenharia sabem que um tanque opera sob constantes mudanças de pressão, seja por efeitos térmicos, movimentação de produto ou condições externas. Sem um sistema de respiração adequado, essas variações podem comprometer rapidamente a integridade da estrutura.

Controle de pressão: um requisito crítico para a integridade do tanque

Durante a operação normal, o tanque precisa “respirar”. Quando há aumento de temperatura ou entrada de produto, ocorre expansão dos vapores internos, elevando a pressão. Já na retirada do líquido ou no resfriamento do sistema, o cenário se inverte, gerando vácuo.

As válvulas de alívio de pressão e vácuo atuam exatamente nesse equilíbrio:

  • Liberam o excesso de pressão, evitando deformações e rupturas;
  • Permitem a entrada controlada de ar, prevenindo colapsos estruturais;
  • Mantêm o tanque dentro dos limites de projeto, aumentando a confiabilidade operacional.

Falhas nesse controle podem resultar em danos severos ao equipamento, paradas não planejadas e riscos relevantes à segurança das pessoas e do entorno.

Respiro de emergência: proteção para cenários extremos

Embora as VAPVs sejam dimensionadas para condições operacionais, eventos extraordinários exigem uma camada adicional de proteção. É justamente essa a função do respiro de emergência: atuar em situações de sobrepressão severa, como a exposição do tanque a um incêndio externo.

Nessas circunstâncias, a geração de vapores pode ultrapassar rapidamente a capacidade das válvulas convencionais. O respiro, então, funciona como um mecanismo de alívio de grande vazão, reduzindo a probabilidade de falha catastrófica da estrutura.

Além de preservar vidas, essa proteção ajuda a evitar perdas totais de ativos e impactos ambientais de grande magnitude.

Conformidade normativa: mais do que uma formalidade

A crescente exigência regulatória do setor tem direcionado o mercado para equipamentos com desempenho comprovado. Normas como a ABNT NBR ISO 28300 / API 2000 estabelecem critérios rigorosos para o dimensionamento e a performance dos dispositivos de ventilação, assegurando que eles operem com precisão mesmo em condições críticas.

Entre os requisitos avaliados estão:

  • capacidade real de vazão;
  • calibração confiável;
  • estanqueidade.

Na prática, isso significa que a proteção do tanque não pode se basear apenas em especificações teóricas, ela precisa ser validada por testes e certificações reconhecidas.

Um ponto frequentemente negligenciado é que tanques sem teto com solda frágil devem contar obrigatoriamente com respiro de emergência. Mesmo quando essa característica construtiva existe, a adoção do respiro pode representar uma estratégia inteligente para reduzir danos estruturais em eventos extremos.

O valor da certificação: confiança que vai além do papel

Equipamentos certificados oferecem uma camada adicional de segurança porque passaram por ensaios técnicos, auditorias de fabricação e validações independentes. Esse processo confirma que o desempenho observado em testes será replicado nos produtos instalados em campo.

Optar por dispositivos sem comprovação técnica pode gerar consequências significativas:

  • aumento do risco operacional;
  • exposição a não conformidades regulatórias;
  • possíveis restrições de cobertura securitária;
  • maior vulnerabilidade patrimonial.

Em outras palavras, a certificação não é apenas um diferencial, é um mecanismo essencial de mitigação de riscos.

Segurança não se improvisa

Projetar um tanque é apenas o primeiro passo. Garantir que ele esteja preparado para responder às variações operacionais e aos eventos imprevistos é o que realmente define a robustez de uma instalação.

Ao investir em válvulas de alívio de pressão e vácuo e em respiros de emergência com desempenho comprovado, sua operação passa a contar com um sistema de proteção confiável, capaz de preservar pessoas, ativos e o meio ambiente.

Porque, no armazenamento de produtos inflamáveis, segurança não é um complemento do projeto. É a base de tudo.

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